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27/11/2018
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Por
Prof. Esp. Felipe D’Arco – Membro do CEACOM
A PALAVRA QUE FALTA ANTES DE INOVAÇÃO: ESTRATÉGIA
Inovação tem sido uma temática crescente dentro das empresas. Cursos, palestras, workshops e afins se multiplicam, e embora alguns sejam apenas temas requentados e reembalados
novação tem sido uma temática crescente dentro das empresas. Cursos, palestras, workshops e afins se multiplicam, e embora alguns sejam apenas temas requentados e reembalados, a discussão é necessária. Muitas empresas têm criado, pela primeira vez, um departamento de inovação: ambientes cool, dress code descolado, gestores participando de viagens para o Vale do Silício etc.
A realidade é dura e vai além dos modismos da “inovação de palco”. Gestores incapazes de lidar com as incertezas do ciclo de inovação, contratação de profissionais para resoluções rápidas de problemas antigos, equipes mal direcionadas e consequentemente desmotivadas, intolerância com erros de percurso, pressão por resultados imediatos ou em curto prazo, entre outras ciladas que a recém equipe de inovação encontra neste caminho são comuns, infelizmente.
Alguém está dando um passo para trás para enxergar todo o quadro antes de tomar qualquer decisão?
Tenho observado que algumas empresas têm esquecido algo essencial antes de aderir a cultura de inovação: estratégia.
Por mais que a velocidade de resposta nas relações cliente x mercado tenha avançado muito nos últimos tempos, a maturação e discussão das estratégias, da espinha dorsal das empresas não pode simplesmente ser ignorada. Toda e qualquer cultura de inovação deve ser direcionada a atender, primariamente, os objetivos estratégicos das empresas. É preciso equilíbrio.
Não existe mágica: acompanhar o efeito manada da inovação – e me refiro aqui somente a palavra e sua banalização- sem qualquer pensamento crítico, estudos e estratégia, é simplesmente um passo dado rumo ao fracasso.