O Celular nosso de cada dia!

Em 1975 a American Express, empresa de cartões de créditos, usou pela primeira vez o slogan “Don’t leave home without it” – Não saia de casa […]

Em 1975 a American Express, empresa de cartões de créditos, usou pela primeira vez o slogan “Don’t leave home without it” – Não saia de casa sem ele. A marca sempre contou com uma comunicação forte e marcante, lançando campanhas extraordinárias, com slogans bem sucedidos, e este, faria história, ainda mais quando Batman, num de seus filmes, ao arrancar a carteira das mãos de um assaltante, deixa cair um cartão com a imagem do Centurion Romano, e, ao apanhá-lo repete a frase que consagraria o cartão no mundo todo: Não saia de casa sem ele.

Este slogan caberia muito bem aos dispositivos móveis (celulares e smartphones) criados em 1973 e comercializados 10 anos depois, totalizando hoje mais de 8 bilhões ao redor do mundo, sendo que a população mundial ultrapassa os 7 bilhões (Bank My Cell).

Nunca se olhou tanto para baixo! Na fila, no parque, na escola, no trabalho, no museu, no ônibus, na Igreja e, perigosamente, no carro, as pessoas parecem só ter um interesse: a tela do smartphone.

Em 2017 tínhamos 240 milhões de aparelhos celulares espalhados pelo país, número maior que o da população brasileira, estimada em 208 milhões. As marcas que dominam este mercado altamente competitivo dividem-se entre a Apple (54%), Samsung (26%), e o restante entre as marcas LG, Motorola e Google.

Dados recentes publicados nas primeiras semanas deste ano apontam que 75% dos adolescentes brasileiros têm smartphone, sendo que mais de 30% deles consideram-se dependentes deste dispositivo (Instituto Delete).

De acordo com pesquisa realizada pela Google (2017), 73% dos brasileiros, que possuem smartphones “não saem de casa sem eles”. A tecnologia está definitivamente presente na vida cotidiana. Seja para consultar informações, conversar com amigos e familiares ou apenas entreter, para ter segurança, realizar negócios e mostrar prestígio, os celulares não saem das mãos e mentes das pessoas.

Porém, um alerta: o uso excessivo destas ferramentas pode viciar e causar males físicos como: Neuralgia Occipital (síndrome do pescoço quebrado), dor e rigidez nas mãos  e dedos, dificuldade em respirar, visão cansada, danos à espinha e insônia.

Os adolescentes de hoje passam horas ao celular e dedicam pouco tempo às relações “tête à tête”; nota-se o afastamento pessoal com os amigos e mesmo com a família, que fica em segundo plano.

O abuso dos aparelhos eletrônicos não só leva ao vício comportamental, como deixa seus usuários melancólicos, levando-os à depressão e até ao suicídio.

Estudos recentes apontam que as mudanças causadas no cérebro pelo abuso na utilização da Web e Whatsapp são similares aos efeitos de drogas químicas, como o álcool e até a cocaína.

A dependência do “gadget” (dispositivo eletrônico portátil), usado menos para fazer ligações do que para ler notícias, interagir nas redes sociais, jogar e assistir a vídeos, tem até nome: Nomofobia (o medo de ficar longe do aparelho – do inglês no-mo, ou no mobile).

O Professo Isaac Vaghefi, da Universidade de New York e pesquisador da nomofobia, alerta  que “nossos neurônios respondem aos gadgets imediatamente, lançando dopamina. Ao longo do tempo isso aumenta nosso desejo pelo feedback rápido e pela satisfação imediata”.

Ansiedade, perda de contato com pessoas próximas, sentir-se mais feliz na vida virtual que na realidade, preocupar-se com as curtidas e compartilhamentos de uma foto, e deixar de aproveitar os momentos da vida para postar uma “selfie” são alguns dos sinais de que você está passando do limite. Uso abusivo do celular pode tornar-se um transtorno psicológico, chamado nomofobia, que pode desencadear em depressão, alertam os especialistas.

Dê acordo com um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Seul, na Coreia do Sul, divulgado há um ano, a dependência de smartphones já pode ser, sim, chamada de vício. Isso porque seu uso excessivo produz alterações químicas no cérebro, com reações e abstinência em moldes semelhantes ao que acontece com dependentes de droga.

“Na próxima vez saia de casa sem ele”

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